Há mais de dois anos em silêncio... Onde estive? Não importa, de fato não importa.
Que importa se eu tenha ido a festas ciganas, igrejas, raves, concertos, rituais de magia, giras de santo e de Exu? Dizê-lo não comunicaria as marcas de meus pés ou de meu rosto.
Também não é importante dizer em que camas deitei, ou que homens e mulheres se deitaram em minha cama. Isso não me faria mais real. E sequer me faria mais mulher.
Por essa razão, volto às palavras respeitando o silêncio desses anos. Porque a realidade vaza para além de toda expressão, para o plano mavioso do que não é dizível, para a exatidão efêmera de tudo quanto é inefável...
Que importa se eu tenha ido a festas ciganas, igrejas, raves, concertos, rituais de magia, giras de santo e de Exu? Dizê-lo não comunicaria as marcas de meus pés ou de meu rosto.
Também não é importante dizer em que camas deitei, ou que homens e mulheres se deitaram em minha cama. Isso não me faria mais real. E sequer me faria mais mulher.
Por essa razão, volto às palavras respeitando o silêncio desses anos. Porque a realidade vaza para além de toda expressão, para o plano mavioso do que não é dizível, para a exatidão efêmera de tudo quanto é inefável...
